quinta, 23 de fevereiro de 2012

OBESOS E FUMANTES

Existe a idéia de que o obeso e os fumantes teriam menor crescimento benigno da próstata. O que é interessante é que a próstata seria o único lugar no organismo que eles deixam de todas as desvantagem, mas a realidade é meio dura: recentemente se apurou que eles são menos operados da próstata, mas não porque ela não cresce, mas pelo receio dos médicos de operá-los porque complicam mais e também porque muitas vezes não vivem o suficiente para ser operados – morrem antes. É uma realidade perversa.

REALIDADE NUA E CRUA

O câncer na próstata adquire maior relevância porque tem uma grande prevalência: 18% dos homens – um em cada seis – manifestarão a doença. E também porque o tumor, que ocorre com muita freqüência dentro da próstata, é eliminado com sucesso em 80%, 90% dos homens. Se esse tumor não é identificado no momento certo e se expande, saindo para fora da próstata, as chances de cura caem para 30%.

É um tumor muito comum e se for detectado a tempo, tem como resgatar esse paciente. Dos 18%, somente 3% morrem – a medicina consegue curar 15% dos homens, ou seja, a maioria. Mas vale dizer que todo homem nasce programado para ter câncer de próstata.

Ou seja, nós temos, nas nossas células, genes que as estimulam a virar cancerosas e eles ficam bloqueados durante a nossa existência.

Quando o individuo envelhece, esses mecanismos de bloqueio deixam de exercer o seu papel e o câncer começa a se manifestar. Com isso vai aumentando a freqüência da doença e todo homem que chegar aos 100 anos vai ter câncer de próstata.

SEM FANTASIA

O exame de toque – um dos meios de detectar a doença – gera na cabeça dos homens fantasias negativas e receios, mas na verdade, eles tem muito medo da dor. Tanto é que os que fazem pela primeira vez, no ano seguinte perdem o medo. Leva três ou quatro segundos e não dói. Então, um dos fatores de resistência é eliminado. Existe um segundo sentimento, que é muito forte: expressar, exteriorizar uma fraqueza se a doença for descoberta.

O homem tem pavor disso porque, de acordo com todas as idéias evolucionistas, só vão sobreviver aqueles que forem fortes. É comum você descobrir um câncer no individuo, e ele entrar em pânico, não pela doença, mas porque as pessoas vão descobri-la. Porque o câncer é muito relacionado com morte, decadência física, perda da independência, dependência dos outros. O homem não aceita essa idéia, e prefere fechar os olhos e enfiar a cabeça debaixo da terra a enfrentar, mostrando para o mundo e às pessoas que ele é um ser mais fraco.

Isso vai afetar a imagem dele, acha que vai perder poder sobre outras pessoas, porque ninguém obedece  a um fraco, alguém que vai morrer. Isso vai contra a idéia que temos de ser mais fortes para sobreviver.

A PERFORMANCE DO ROBÔ

Estamos fazendo cirurgias com robô, que permite uma visão muito mais precisa do campo cirúrgico, elimina os tremores da mão do cirurgião, permite incisões pequenas, uma operação muito mais perfeita porque os movimentos dele são muito suaves. Isso é muito novo no Brasil. Fiz o primeiro caso há dois meses, no Sírio-Libanês. E agora, o Albert Einstein tem e o Oswaldo Cruz está adquirindo.

Nos Estados Unidos se faz cirurgia robótica em larga escala. Lá, o robô ganha em performance do cirurgião médio, mas ele ainda perde do habilitado.

Tenho mais de 2.900 pacientes operados de câncer de próstata pessoalmente. Eu sou o terceiro cirurgião do mundo nesse quesito – só perco para dois americanos e eles estão parando de trabalhar. Apesar de ter essa grande experiência, quando comecei a operar, 35% ficavam com incontinência urinária grave. Agora são só 3%. Impotentes, todos também ficavam. Hoje, se o homem tem menos de 55 anos, a incidência é de 20% – antes era 100%.

Há também enxertos de nervos, porque a impotência se deve a remoção de dois nervos que passam perto da próstata e nós estamos fazendo esse enxerto quando somos obrigados a retirá-los nos casos em que o tumor fica grudado. Entre os pacientes que fizeram os enxertos, metade voltou a ter ereções com o tempo.

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT alerta para o uso da “cadeirinha” nos carros para crianças até 7,5 anos, que deste quarta (dia 1) será obrigatório e passível de multas no Brasil inteiro. A entidade vem promovendo ao longo do ano a Campanha Criança Protegida no Carro, onde esclarece à população sobre a utilização adequada do uso das cadeiras, busters e bebês-conforto. No vão livre do MASP teve distribuição de folhetos e a exposição de um carro acidentado, com a seguinte faixa “A criança que estava sendo transportada neste veículo não usava uma cadeira de segurança…”

No Santana Parque Shopping, ortopedistas participaram do Forum de Discussão sobre o tema e conversaram com a população para orientar sobre os riscos da criança ficar solta no carro. A SBOT disponibiliza ainda em seu Portal (www.sbot.org.br) e sites de relacionamento (www.youtube.com/user/sbotbr) um vídeo mostrando a correta forma de instalação das cadeiras e o posicionamento das crianças.

“Se uma criança estiver devidamente protegida pela cadeirinha e pelo cinto de segurança, espera-se que diminua em 70% o risco de morte num acidente de trânsito”, explicou Miguel Akkari, do Comitê de Ortopedia Pediátrica da SBOT.

O folheto Criança Protegida no Carro – Transporte adequado salva a vida da criança traz orientações do correto posicionamento das crianças não só em relação à idade, mas também em função de sua altura. Para Akkari, a norma do Conselho Nacional de Trânsito não é perfeita, mas não deixa de ser um importante medida, pois a lei leva em consideração a idade ( uma forma mais fácil de ser fiscalizada), mas os médicos preferem falar em estatura da criança. Crianças abaixo de 1,45m deverão utilizar dispositivos de proteção (cadeirinhas ou busters) promovendo um correto posicionamento do cinto de segurança, o qual não pode localizar-se à altura do pescoço, diz o médico.

O presidente da SBOT, Claudio Santili, que é ortopedista pediátrico, lembra que a obrigatoriedade do uso da cadeirinha infantil é defendida há mais de uma década pela entidade, que já fez várias campanhas educativas. Ele diz que a maioria das mortes de crianças em desastres de trânsito são causadas por traumatismo craniano. “Se não está pressa no banco, a criança é atirada para a frente, pode bater a cabeça no banco, no parabrisas ou lançada fora do carro”.
Os médicos contam que estudos mostraram que quando a criança é levada no colo, o que muitas mães acham uma forma segura de transportá-la, o risco de morte não muda, pois “a energia numa batida de carro a 50km/h é tão grande, que mesmo um homem musculoso não consegue manter a criança nos braços”, alerta Claudio Santili.

O folheto conta que os acidentes de trânsito no Brasil, são duas vezes mais mortais que nos Estados Unidos, por exemplo, e a cada 2.500 mortes de crianças ou adolescentes são registrados no País, e computados 39 mil casos de lesões, amputações e paralisia permanente.

“O tratamento de fraturas, principalmente das fraturas múltiplas decorrentes de acidentes é complicado na criança”, explica Akkari, pois como seu esqueleto está em crescimento, mesmo que as fraturas sejam tratadas corretamente, existe a possibilidade de comprometimento das cartilagens de crescimento, levando assim a deformidades indesejáveis. “A boa notícia é que na criança a consolidação é mais rápida do que no adulto”, conclui o médico, mas para evitar riscos e o grande sofrimento de um tratamento demorado, o ideal e muito mais barato, é sempre a prevenção.